Les auteurs :
Groupe CORE | Secours mondial
Année de publication :
2004
Type de ressource :
Outils et manuels
La langue :
Portuguese
Disponible en plusieurs langues :

Durante quase uma década, o modelo de grupos de assistência tem proporcionado um contrapeso face aos resultados negativos de vários programas de voluntariado em muitos países. Os grupos de assistência constituem o elemento essencial de um modelo emergente de organização, formação, supervisão e motivação de voluntárias de forma rentável e sustentável. Os grupos de assistência alcançam mudanças abrangentes, profundas e duradouras nas comunidades.

Um grupo de assistência é constituído por 10 a 15 educadoras de saúde da comunidade que trabalham em regime de voluntariado e se reúnem regulamente com a equipa do projecto com vista a obterem formação, supervisão e apoio. Os grupos de assistência distinguem-se pelas suas relações contínuas, bem como pela responsabilidade de cada voluntária de ensinar famílias beneficiárias individuais fora das reuniões, generalizando assim a formação. As voluntárias pertencentes aos grupos de assistência prestam um maior apoio às suas companheiras, desenvolvem uma forte dedicação às actividades de saúde e encontram soluções mais criativas face aos desafios por trabalharem em grupo, em comparação com as voluntárias independentes que operam isoladamente.

Com base nos estudos de caso do modelo lançado pelo AM nos seus projectos para a sobrevivência infantil em Moçambique, chamados Vurhonga, este manual responde a três questões:

  1. Os grupos de assistência funcionam realmente? Apresentamos provas do impacto provocado pelos dois projectos para a sobrevivência infantil financiados pela USAID na Província de Gaza, em Moçambique — Vurhonga I, realizado entre 1995 e 1999, e Vurhonga II, realizado entre 1999 e 2003.
  2. Os grupos de assistência funcionariam noutro projecto? Sugerimos critérios que auxiliam os dirigentes e os consultores técnicos de projectos de saúde a analisarem a exequibilidade do modelo de grupos de assistência nos seus programas.
  3. Como começar? Citando lições dos PSIs do AM, oferecemos um guia pormenorizado para criar e sustentar grupos de assistência.